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O que é doença mental?

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As doenças mentais são condições de saúde que envolvem mudanças na emoção, pensamento ou comportamento (ou uma combinação delas). As doenças mentais estão associadas à angústia e / ou problemas de funcionamento em atividades sociais, de trabalho ou familiares.

Transtornos mentais são alterações do funcionamento
da mente que prejudicam o desempenho da pessoa na
vida familiar, social, pessoal, no trabalho, nos estudos,
na compreensão de si e dos outros, na possibilidade de
autocrítica, na tolerância aos problemas e na
possibilidade de ter prazer na vida em geral.
Isto significa que os transtornos mentais não deixam
nenhum aspecto da condição humana intocado.

QUAIS AS PRINCIPAIS DOENÇAS MENTAIS?

Transtorno bipolar
Essa é das doenças mentais mais comuns na sociedade moderna. Esse desequilíbrio provoca oscilações imprevisíveis no estado emocional, afeta o humor e tem relação muito próxima com a depressão. Suas principais características são a instabilidade psicológica, que se revela pela alternância de um estado de angústia e desânimo com impulsividade e extroversão.

Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)
Assim como o próprio nome sugere, esse transtorno provoca sentimentos e pensamentos obsessivos e compulsivos que comprometem o equilíbrio emocional do indivíduo e afeta a execução de suas tarefas de rotina.

O paciente com TOC apresenta comportamentos exagerados em relação a coisas simples do cotidiano. A maioria dessas pessoas tem mania de limpeza, tanto da casa como em relação aos hábitos de higiene pessoal.

Elas desenvolvem, por exemplo, obsessão pela lavagem das mãos e se justificam pelo medo descontrolado de contrair doenças. Outras são adeptas ao hábito de colecionar objetos ou de agir impulsivamente, de forma muito ansiosa ou extremamente eufórica.

Distúrbios alimentares
Uma das doenças ligadas ao desequilíbrio psiquiátrico é a Anorexia Nervosa: um problema caracterizado pelo emagrecimento intencional resultante da recusa aos alimentos. Alguns fatores típicos da Anorexia é a visão distorcida da própria imagem no espelho, que é sustentada pelo medo excessivo de engordar.

Contrário a isso, há a Bulimia: o hábito de ingerir grandes quantidades de alimentos para, imediatamente induzir o vômito com a finalidade de eliminar as calorias que foram ingeridas.

Além da indução do vômito, existem outras práticas que também caracterizam a Bulimia. O uso contínuo de laxantes, a adoção de jejuns prolongados e a prática de exercícios físicos muito intensos, mesmo sob o risco de prejudicar-se.

Transtornos de Ansiedade
Também conhecido como Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), esses desequilíbrios afetam um contingente cada vez maior de pessoas. São caracterizados pelo medo sem causa aparente e geram preocupação excessiva com o que ainda não aconteceu — e que talvez nunca acontecerá.

Provoca, ainda, uma exagerada sensação de desconforto, mau pressentimento e tensão emocional bastante desagradáveis. Além disso, os dados epidemiológicos são muito preocupantes, pois a TAG está acentuando cada vez os índices de afastamento do trabalho, segundo um estudo realizado pela Universidade Federal do Piauí.

A TAG se expressa de diferentes formas. No entanto, as mais comuns são a ansiedade patológica, os distúrbios somatoformes, as fobias e a síndrome do pânico. Os sintomas dessa doença são muito prejudiciais porque afetam vários aspectos da vida emocional, profissional e social do indivíduo.

O transtorno também desencadeia mecanismos que provocam sintomas físicos muito desconfortáveis e de difícil controle. Os mais evidentes são sudorese, tremores dos membros inferiores e superiores, palpitação, dores torácicas, sensação de sufocamento e de formigamentos nas mãos e nas costas.

Esquizofrenia
A Saúde Pública classifica a Esquizofrenia como um dos principais transtornos psicóticos, e que tem relação com inúmeras enfermidades de cunho psiquiátrico. Isso porque essa doença pode, tanto elevar a gravidade de problemas mentais preexistentes como surgir em decorrência destes.

Os sinais mais evidentes desse mal são os distúrbios da linguagem e a desorganização do pensamento. No grau mais avançado, ela também afeta a percepção da realidade e altera a expressão do pensamento.

Algumas doenças psiquiátricas ocorrem por associação e, com isso, podem agravar diferentes quadros clínicos, ainda que seja de forma insidiosa. Nesse sentido, a avaliação diagnóstica precoce é extremamente relevante para prevenir a evolução dos níveis de morbidade e de comprometimento mental.

Somatização
A somatização é definido como um distúrbio psiquiátrico em que o paciente apresenta variadas queixas físicas devido às dores em diversos órgãos ou membros do corpo. Porém, essas sensações não são diagnosticadas em exames e nem facilmente explicadas pelos médicos, já que não apresentam nenhuma alteração clínica perceptível.

Geralmente, as pessoas com esse tipo de transtorno de somatização sofrem com ansiedade excessiva e apresentam constantes alterações do humor. A impulsividade também costuma estar presente e é um dos fatores de agravamento do quadro de somatização.

O QUE A BIBLIA FALA SOBRE DOENÇAS MENTAIS?

Em Mateus 4:23–24, lemos:

"E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo. E a sua fama correu por toda a Síria; e traziam-lhe todos os que padeciam acometidos de várias enfermidades e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos e os paralíticos, e ele os curava."

Aqui encontramos o Senhor Jesus curando todas as doenças e todas as fraquezas do corpo. Quando as Escrituras começam a se referir àqueles que estavam doentes, eles são agrupados em cinco diferentes categorias:

Conclusões
À luz de tudo o que temos considerado, torna-se óbvio que a doença mental, seja leve ou seriamente incapacitante, é um assunto muito complicado. Há quase sempre múltiplas causas – físicas, espirituais, circunstanciais, etc. É a presença dessas múltiplas causas juntamente com nosso entendimento limitado da doença mental que é, sem dúvida, responsável por muito do mal-entendido e pensamento desequilibrado sobre o assunto.

Há aqueles que reduziriam qualquer resposta mental ou emocional anormais a um problema espiritual, enquanto outros diriam que é tudo físico, relacionado ao mal funcionamento dos neurotransmissores e de problemas químicos no cérebro. Vimos que nenhuma dessas respostas está totalmente errada, mas que nenhuma também está totalmente certa. Alguns tentariam relacionar tudo a experiências que tivemos em algum momento anterior de nossas vidas, enquanto outros diriam que o pecado original é a causa de todos esses problemas. Novamente, ambos podem ser fatores causadores da doença mental, mas nenhuma explica o quadro todo. Em vez disso, em qualquer situação, múltiplos fatores provavelmente estão envolvidos e assim precisam ser abordados. Fatores genéticos, relacionadas ao ambiente e espirituais podem todos estar presentes, em maior ou menor grau. A avaliação dos diferentes fatores em um caso individual juntamente com a escolha de uma terapia adequada apresenta o maior desafio para aqueles que tratam a doença mental.

Para o crente, todo esse assunto deveria provocar humilhação, quando percebemos a complexidade do homem como o ser mais elevado da criação – aquele que foi criado à imagem e semelhança de Deus! Certamente a semelhança foi perdida como resultado da queda do homem, mas a imagem permanece – ele ainda é a cabeça da criação e assim representa Deus neste mundo. Deveríamos nos humilhar, também, quando consideramos que “por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte” (Romanos 5:12). Foi o pecado do homem que introduziu neste mundo não apenas distúrbios no corpo, como também na alma e no espírito, e todos estes estão envolvidos na doença mental. Que possamos sempre abordar o assunto com aquela santa reverência que percebe que “em parte, conhecemos” (1 Coríntios 13:9), seja nas coisas espirituais ou natura.

Deus te abençoe!